sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
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E como se não houvesse nada, amarrei seus segredos na ponta da minha língua, pra sentir sua vergonha como lamina dentro de mim, e ver como é ter todas aquelas conseqüências vermelhas me descendo pela garganta.
Banal de mais pra ser amor de verdade, entende?
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Duanny
sábado, 16 de janeiro de 2010
Anônima.
É essa coisa que eu não conheço que vem sei lá de onde. Estranho, porque eu como minhas unhas pensando em como vai ser. Não na verdade não como, eu cuspo tudo fora, as unhas e você, e deixo tudo ali no chão jogado com a minha saliva, finjo que não ligo e abraços os joelhos pra sentir o coração pulsar.
E não sei, ter você por perto parece que estraga tudo, ter você longe parece que deixa tudo sem graça, sem cor. Tenho medo, mas medo de não sei o que. Medo e curiosidade, tento não pensar muito nisso, mas ta tudo ali em baixo da unha, que eu no fim das contas acabo cuspindo em qualquer lugar.
As vezes eu tenho vontade de fechar os olhos e sorrir, de pagar pra ver no que é que vai dar, e calar a boca dessa femeazinha cretina que vive dentro de mim. Sim, porque há uma femeazinha cretina e suja me falando pra sair correndo enquanto tenho tempo, me falando pra parar de sorrir, levantar e tirar todos os adesivos do guarda roupa.
Mas, é essa coisa que eu não conheço, e deixa tudo estranho porque eu poderia simplesmente dizer que sim e aparecer no lugar marcado, olhar pra minha mãe e dizer que é isso e não ouvir os sermões, eu sempre odiei sermões – são chatos e repetitivos. “ Alguém cale a boca dessa mulher, porque eu preciso sorrir”.
Daí, que não to a fim de ouvir você no telefone, culpa dessa coisinha medíocre que te falei, isso deixa minhas pupilar pesadas, to pronta pra dormir e só falta o sono, nem ao menos troquei de roupa e tirei a maquiagem, mas me sinto pronta pra dormir e abafar o caso e te mandar pro inferno. “Querido, porque você não me espera estar pronta pra falar?”.
Sou sim, um problema serio pra mim mesma, essa cretinazinha que vive em mim já me da no saco, eu estaria pronta para o suicido, mas aí eu lembro... Não tenho uma carta, e o motivo é muito obvio: odeio cartas.
Ainda cuspo a unha. Cuspo você!
Merda de femeazinha. “Cala boca e fecha os olhos”
Abraço os joelhos pra sentir o coração pulsar. Mas não... Não sinto nada. É essa coisa que não sei o que e veio sei lá da onde... Não a conheço, mas a comeria se eu pudesse pegar.
“Alguém, por favor? Me dá um coração porque eu preciso amar”.
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Sem tom.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Assim;

Para tua falta de palavras, humor, paciência, consciência, amor.
Este amor térmico que mora em mim.
*Imagem: Google imagens
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Erica Maria
sábado, 2 de janeiro de 2010
Pra você
E resolvi não pensar muito nos problemas que eu teria.
“Sim”
Eu aceitei, sabendo do significando daquelas letras pretas, uniformes e perfeitas estampadas na minha retina, não foi por puro capricho, ou na sorte que me pergunta “No que é que isso vai dar?”. Não, foi em uma convicção, daquilo que há algum tempo andava transbordando do meu peito e roubando meus sorrisos abafados. Eu disse isso, porque queria, e me fez feliz... Aquela adrenalina nos dedos, e meus olhos secos arranhando as paredes na minha casa, segredo meu, segredo nosso, em que quem ama sabe e aprende.
Coisa minha, coisa íntima, que faz me sorrir com aqueles novos amigos, novos cupidos, novos amores e novos começos. E assim, simples como o vento que bagunça meu cabelo e aquele nosso rock dos anos 70 que começa tocar de novo, consegue ouvir? "I hate myself for loving you" fazendo barulho nas minhas veias e meus sorrisso.
É 2010 começou, e eu olhei pra ele e disse “Sim”, sorri mais aberto, escutando aquela musica aquela moça gritando no meu ouvido, e eu seria capaz de gritar no seu ouvido tudo o que você já sabe.
E foi assim, de uma forma verdadeira e incontestável, que faz a duvida balançar meus pés, e meu coração entrar em erupção. Nada é simples, e sorrio por amar e ver que o cheiro disso é agradável e fica bem na minha pele, é doce e se parece com meus lábios. É vem provar.
Sim, baby.. sim!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Piegas.
Então fica ai, enquanto eu molho meu cabelo na chuva pra ver se passa essa minha vontade louca de fugir. Pra ver se passa a sensação de correr em uma cidade cinza com a roupa colorida, pra ver se eu não tenho um coração feito de açúcar, porque meu bem, há um tempo ando percebendo que ele se dissolve em suas mãos molhadas de promessas.
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Duanny
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Eloquente.
Costurou os lábios para que as palavras não gritassem com o mundo, e costurou sozinha, com a dor de uma vontade fútil, depois foi até o fim e fez o nó.
Quis silenciar as verdades mais comprometedoras, e trancou entre os dentes as vontades desvairadas e abafou os sonhos de uma única vez. Deixou lá dentro a ferrugem e sal, fez de si, o tumulo dos segredos fáceis.
E arranhava, mordia e rasgava, ficou com um buraco, e se fez de boneca. Boneca de pano que tem as juntas feitas de linha e olhos opacos de botão. Deixou as unhas na pele, tentando tirar o coração de uma única vez pra ver se para de doer.
Quando fechou os olhos, sentiu o pecado lhe corroer. Fez dos olhos gota ácida, que brota e machuca a pele das coxas. Quis ser nada, corpo sem voz que chora de verdade e coloca a culpa no orgulho. Que faz chover no peito pra fingir que não mente com os olhos.
Ficou nua, a mercê de decepções, quis segurar o cigarro e engolir o choro, como se isso a fizesse imortal. Costurou os lábios para que as verdades não fugissem mundo a fora, e costurou sozinha, com a dor de uma vontade fútil, verdade. Porém agora, morre aos poucos e faz vazar versos. Versos vermelhos e quentes, sangue puro de pecados e sonhos. Sangra por não querer ser a voz das letras que saem aos montes dos olhos, e depois se faz de morta com o coração na mão, pra ver se agora é mais fácil sorrir mentiras e cuspir desilusões.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
-Eu te amo!
E quando ele diz assim, tão de perto, tão sincero, eu perco. As palavras e o controle. E fico aflita por não conseguir dizer o que sinto. Então eu o abraço e espero que ele entenda.
Prefiro sentir a dizer.
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Aline




